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DROGAS, DEMÔNIOS E ILUSÕES: A SURPREENDENTE SAGA DA DRA. REBECCA BROWN E ELAINE

 

Todo o texto referente à analise dos livros e da biografia de Rebecca Brown foi traduzido do site Watch the Tower.

 

PARTE 3

 

O VEREDICTO

 

A audiência do Conselho de Licenciamento Médico de Indiana foi concluída e uma “Apuração de Fatos, Conclusões de Lei e Ordem” foi publicada. O relatório de oito páginas ordenou a imediata revogação da licença médica de Rebecca. Entre os mais significativos excertos estão:

 

8. Que em numerosas ocasiões a acusada (Rebecca) tem conscientemente e intencionalmente emitido diagnósticos incorretos de seus pacientes, incluindo (mas não limitando apenas a estes) seus pacientes de nome: Edna Elaine Moses (também conhecida como Elaine Moses, também conhecida como Elaine Bailey e, de agora em diante, referenciada por “Edna Elaine Moses”), Claudia Moses, Lúcia Lively, Luccinda Sisson, Kelly Sisson, Cheryl Maynard, e dois (2) pacientes identificados apenas como “V.B.” e “K.W.”.

 

9. Que os “diagnósticos incorretos” aos quais se refere o “Fato Apurado” nº.8 acima, tais diagnósticos errôneos incluíam alegações de leucemia, desordens variadas, doença de bile na bexiga, tumores cerebrais e várias outras doenças e sintomas; a acusada alega que todas estas condições foram supostamente causadas por demônios, diabos e outros espíritos do mal.

 

10. Que, na realidade, os pacientes citados no “Fato Apurado” nº.8 acima, não estavam sofrendo das doenças diagnosticadas nem dos referidos sintomas descritos no “Fato Apurado” nº.9, acima.

 

11. Que em numerosas ocasiões a acusada declarou para seus pacientes que era “a escolhida” por Deus como a única médica capaz de diagnosticar certas doenças e sintomas que outros médicos não puderam, porque os outros médicos, inclusive médicos do Ball Memorial Hospital (em Muncie, Indiana) e do Centro Médico St. John (em Anderson, Indiana), eram, na verdade, “demônios, diabos e outros espíritos do mal” eles próprios.

 

12. Que a acusada estava tratando de forma imprópria a suposta leucemia de Edna Elaine Moses com doses maciças de Demerol e Phenobarbitol, ao ponto onde o paciente toleraria injeções de 600 a 900 cc de Demerol. Uma dose normal desta droga contém de 150 a 200 cc, e até três vezes a dose terapêutica indicada de Phenobarbitol.

 

13. Que a acusada deu a Claudia Moses (filha de Edna Elaine Moses, mentalmente prejudicada, com 15 anos de idade, mas com idade intelectual de 8 anos) inúmeras injeções de Demerol por alegada “náusea” e permitiu que Claudia aplicasse injeções de Demerol em si própria.

 

14. Que em numerosas ocasiões a acusada forneceria a seus pacientes quantias excessivas de Demerol e/ou substâncias controladas sem qualquer explicação, instrução, ou receita apropriadas.

 

15. Que muitos dos pacientes da acusada tiveram que sofrer desintoxicação e retirada das excessivas quantias de Demerol e/ou substâncias controladas que a acusada estava prescrevendo e/ou administrando sem razões terapêuticas válidas.

 

16. Que enquanto Edna Elaine Moses esteve sob cuidado imediato e tratamento da acusada, a família de Edna Elaine Moses teve que internar Edna na  emergência do Hospital St. Vincent, em Indianápolis (Indiana) e, em seguida, a transferiu para o Hospital LaRue Carter, em Indianápolis (Indiana), para desintoxicação das quantias excessivas de substâncias controladas que a acusada estava prescrevendo e administrando à suposta leucemia de Edna e para tratamento das infecções múltiplas, inclusive infecções de sua área urinária e infecções de vários cateteres (inclusive um cateter de “Hickman”, usado para facilitar a administração de medicamentos intravenosos e também para tratamento de lesões de causas externas).

 

20. Que a acusada declarou em diversas ocasiões que possuía a capacidade de “compartilhar” da doenças de seus pacientes, lutando contra os demônios, diabos e outros espíritos do mal que estavam supostamente causando as várias doenças e sintomas e que ela estava, na realidade, “compartilhando” a leucemia de Edna Elaine Moses.

 

21. Que sem uma razão terapêutica válida a acusada se autodiagnosticou e automedicou com quantidades não terapêuticas de Demerol por causa de sua “leucemia”, que estava supostamente compartilhando com Edna Elaine Moses e também para tratamento de um alegado tumor cerebral maligno e miastenia grave.

 

22. Que a acusada foi vista rotineiramente recebendo doses não terapêuticas, de pelo menos 3 ccs de Demerol, numa freqüência horária, injetando em si mesma, na parte de trás de suas mãos, na parte interna de suas coxas, ou onde quer que ela pudesse localizar uma veia satisfatória.

 

23. Que o psiquiatra designado pelo Conselho examinou a acusada e revisou as declarações feitas pelos pacientes dela, diagnosticando a acusada como sofrendo de desordem aguda de personalidade, incluindo ilusões demoníacas e/ou esquizofrenia paranóica.

 

Finalmente, baseado na “Apuração de Fatos” acima, o Conselho tirou suas “Conclusões de Lei” sobre Rebecca, onde incluiu as seguintes informações sobre ela:

 

(D) vício ou severa dependência de álcool ou semelhante; o que expõe o público ao risco por prejudicar a habilidade de um médico para praticar de forma segura.

 

(3) Prescrevendo ou administrando uma droga para outros propósitos além dos terapêuticos geralmente aceitos; e,

 

(4) Negligência total na prática de medicina.

 

O ponto mais importante do boletim médico é a divulgação da overdoses de Demerol em Elaine e Rebecca. O vício em Demerol, um depressivo, tem efeitos colaterais claramente identificáveis. O “Guia Essencial para Prescrição de Remédios” descreve os efeitos colaterais de uma overdose de Demerol: “Desorientação, alucinações, caminhar instável, perturbações de comportamento paradoxais podem indicar desordem psicótica”. O Guia prossegue: “fraqueza, desmaio, desorientação, vertigem, concentração prejudicada, dependência, confusão, convulsões”.

 

É impossível determinar se houve um real contato de Elaine e Rebecca com Satanás, se é que houve algum, enquanto elas agiam sob influência de drogas. Mas podemos estar seguros de que seus estados mentais influenciados por drogas não trouxeram nenhuma revelação direta de Deus: ambas estavam alimentando e abastecendo as interpretações de seus vícios. A percepção dos fatos por Rebecca e Elaine e suas experiências pessoais são similares às imagens que a pessoa vê nos espelhos de um parque – a imagem está lá, mas é uma completa distorção da realidade.

 

A história de Rebecca e Elaine, como contada a Jack Chick, com suas afirmações extra-bíblicas e origens pecaminosas, deixa muito a desejar quando comparada ao padrão da Palavra de Deus. Além do mais, não podemos ignorar a grande quantidade de documentação e testemunhos dados por policiais, doutores, advogados, membros familiares e conhecidos... nem nós pudemos dar crédito à afirmação de que todos eles fazem parte do estratagema de Satanás para desacreditar Rebecca e Elaine.

 

A carreira médica de Ruth Bailey terminou cedo, conforme ela se tornou “deteriorada em uma mulher infestada pelo vício das drogas, extremismo religioso e uma convicção de que os pacientes e colegas eram possessos por diabos” [1].

 

Jack Chick continua enganando o público com sua promoção de testemunhos questionáveis e sensacionalistas. Semelhante avanço em nada edifica o corpo de Cristo. Parece que Chick faz de si mesmo uma presa apanhada nas ciladas de Satanás. Esperemos que, no futuro, ele reconheça o passado sórdido e suspeito destas senhoras e admita que foi enganado.

 

Nossa oração também é para que Rebecca e Elaine venham a se arrepender das mentiras e enganos que causam suspeitas malignas entre cristãos e servem apenas para prejudicar a igreja, que é o corpo de Cristo.

 

PALAVRAS FINAIS DO TRADUTOR

 

Realmente a leitura de tantas informações assustadoras me deixou boquiaberto... e já iniciei a tradução da análise do terceiro livro desta mesma autora, chamado "Maldições Não Quebradas". Este outro texto se parece mais com o estilo geral de meus próprios textos: contém bem mais refutações bíblicas diretas.

 

Creio que devo concluir esta análise agradecendo e destacando seus autores por sua minuciosa pesquisa:

 

 

Caso deseje saber mais sobre o que Rebecca Brown fez após este período de sua vida, leia "A Maldição da Teologia da Maldição". Lá serão apresentados alguns pontos obscuros da vida de Daniel Yoder, assim como a segunda parte será quase totalmente composta de REFUTAÇÕES BÍBLICAS à teologia divulgada pela senhora Brown.

 

Que o Senhor nos abençoe, dando entendimento e sabedoria para podermos reconhecer e nos desviar dos enganos tão bem disfarçados que adentram nossas igrejas e livrarias.

 

 

Teóphilo Noturno - http://teophilo.info - (23/11/2005 -- 00:09am)

 

Mariel Marra – http://www.guerreirosdaluz.com.br - (28/11/2007 -- 09:09am)

 

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DROGAS, DEMÔNIOS E ILUSÕES: A SURPREENDENTE SAGA DA DRA. REBECCA BROWN E ELAINE

 

 

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Notas de rodapé:

 

[1] Indianapolis News, 21 de setembro de 1984, pg. 1.